quinta-feira, 18 de agosto de 2016

[Conhecendo os Escritores Nacionais] Ana Lúcia Merege

Oi, pessoal! Cá estou para retomar a coluna de entrevistas e devo dizer que estou super empolgada com a quantidade de profissionais talentosos que se dispuseram a respondê-la. Graças a isso, teremos uma boa frequência na publicação delas por algum tempo :D 
Para inaugurar essa nova etapa, escolhi a entrevista de uma grande autora nacional que tenho orgulho de chamar de parceira e cujo livro será resenhado logo, logo por aqui. Com vocês, Ana Lúcia Merege!


Cami: Para começar, que tal uma mini-autobiografia? Nada de mais: nome, idade, aniversário (quem sabe rolam uns presentes! ^^), cidade, formação, redes sociais... Enfim, o que tu achares relevante!

Ana: OK! Sou Ana Lúcia Merege, 47 anos, 11 de fevereiro de 1969 (aquariana com ascendente escorpião e de Macaco, por apenas 5 dias, no horóscopo chinês), nascida no Rio e morando em Niterói desde 1995, após dois anos vivendo e trabalhando em Lisboa. Meu pai era português do sul, do lado da mãe todos os bisavós vieram de países diferentes, o que eu acho um barato. Sou formada em Biblioteconomia, mestra em Ciência da Informação e atualmente atuo como curadora de Manuscritos na Biblioteca Nacional. Adoro viajar. Sou casada com um analista de sistemas em processo de enlouquecimento por doutorado e tenho uma linda filha de 15 anos.

Meus blogs:
Twitter: @anamerege

A LEITORA


C: Quais são teus escritores favoritos (nacionais e/ou estrangeiros)?
A: Gosto de Michael Ende, Ursula le Guin, Tolkien, Neil Gaiman, Margaret Atwood, Bernard Cornwell, Chimamanda Ngozi Adichie, Jhumpa Lahiri... Nacionais, Rosana Rios, Camila Fernandes, Ricardo Lísias, Daniel Galera, Miguel Sanches Neto, Cirilo Lemos, João Beraldo, Eduardo Kasse... E há muitos livros que eu li e adorei, mas não tenho como dizer que gosto de toda a obra daquele autor. Bom, fui citando conforme eles iam aparecendo, de repente alguns têm a ver com leituras e preferências atuais, mas seja como for sou bem eclética.

C: Lembras qual foi o livro que te fez gostar de ler?
A: Não, mas um autor que certamente marcou minha infância foi Malba Tahan.


C: Qual é o gênero literário que tu lês com mais frequência?
A: De tudo, mas leio mais ficção mainstream do que fantasia, isso é um fato!

C: Existe algum livro que tu aches tão incrível que tu gostarias de ter escrito?
A: “A História Sem Fim”, de Michael Ende.

A AUTORA

C: O que te motivou a começar a escrever? 
A: Foi um impulso que veio de dentro... Eu tinha que inventar histórias, contadas e escritas, era uma compulsão. Já se manifestava por meio dos desenhos, que na verdade ilustravam as histórias que eu criava e assim que comecei a escrever ganharam legendas e balões. Pode parecer clichê, mas eu escrevo para não arrebentar de tanta história que imagino.

C: O que tu mais gostas de escrever (contos, poemas, horror, mistério...)?
A: Adoro escrever uma boa história de fantasia épica, mas contos de suspense também. E me divirto escrevendo algumas histórias e trechos mais humorísticos. Acho que quase toda história longa merece um alívio cômico.


C: Quais são teus trabalhos já publicados?
A: De ficção tem a trilogia O Castelo das Águias/A Ilha dos Ossos/A Fonte Âmbar, mais sua prequel Anna e a Trilha Secreta (da Draco), e muitos contos e novelas pela Draco e outras editoras, como a Argonautas, a Estronho e a Terracota. Tem também o livro O Caçador, da Franco Editora, que brinca com vários contos de fadas, e o livro Pão e Arte, da Escrita Fina, um infantojuvenil. De não-ficção tem o ensaio Os Contos de Fadas, da Nova Alexandria, e uma porção de artigos em sites e revistas, quase todos na área de Literatura e História da Escrita. Ah, e destaco a organização das coletâneas Excalibur e Medieval, pela Draco, sendo a última em parceria com Eduardo Kasse.

C: A propósito, como surgiu a oportunidade da primeira publicação?
A: Foi um conto publicado numa coletânea organizada por um escritor baiano chamado Elenilson Nascimento – ele me convidou e lá fui eu. Quanto a livro, publiquei O Caçador de forma independente, e a obra foi divulgada numa revista, e dali o editor da Franco Editora se interessou e o republicou. O mesmo aconteceu com os Contos de Fadas. Os da Draco foi porque eu estava com um conto na coletânea Imaginários – a primeira publicação da casa – e o editor, Erick Santos, se interessou em analisar meus romances inéditos. E as outras coisas foram surgindo por convite ou por entrar em seleção. Eu me esforço, claro, e acho que tenho talento, mas também tenho muita sorte.

C: Além da publicação em meio físico e tradicional, publicas teus trabalhos em outros lugares (como Widbook, Wattpad, e-book independente pela Amazon)?
A: Sim, estou em alguns e-books independentes com outros autores e também tenho Wattpad, podem me procurar por !

C: Que projetos tens em mente para os próximos meses?
A: Estou trabalhando num texto de ficção científica com meu amigo Luiz Felipe Vasques, organizador de Super-Heróis e de Kaiju, da Editora Draco. Depois, parto para outro conto a quatro mãos com Eduardo Kasse e entrego um trabalho para o projeto de universo compartilhado da Rita Maria Félix. Meu maior projeto pro ano que vem é um roteiro de quadrinhos ambientados em Athelgard, o universo do Castelo das Águias, mas quero também escrever outro infantojuvenil ao estilo da Anna.

C: E, finalmente, qual é o teu conselho para quem gosta de escrever e quer seguir esse caminho?
A: Só posso aconselhá-los a ler muito e de tudo, a treinar bastante, a ousar e ao mesmo tempo construir uma base sólida para sua carreira. Também aconselho a procurar grupos bacanas de escritores, como o Clube de Autores de Fantasia, mesmo que não escreva fantasia, pois sempre rolam muitas dicas e ideias compartilhadas, sem falar em apoio e solidariedade. Aceitem as críticas, mas não se deixem abater nem definir por elas, fujam de “tretas” e nunca alimentem trolls. Por fim: não vejam outros escritores, de qualquer gênero, como rivais e inimigos; somos uma grande rede em que todos devemos nos dar as mãos, e assim chegaremos lá!

8 comentários:

  1. Olá,
    Mesmo não gostando de fantasia, eu adorei a entrevista. Se não me engano já ouvi falar da autora por alto e alguns amigos já comentaram sobre as obras dela. Percebi que ela é bem gente boa, já gostei! (Faz aniversário 2 dias depois de mim) kkkk

    Abraços,

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    1. A Ana é super gente boa! Se algum dia tiver vontade de se aventurar pela Fantasia, com certeza os livros dela são uma boa opção ;)

      Obrigada pelo comentário e volte sempre!

      Bjs da Cami :3

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  2. EEEEE! Muito obrigada pela publicação e pelo capricho do post cheio de links e imagens, eu adorei! Fico feliz e honrada por ter aberto a nova temporada de entrevistas e torcendo para que mais pessoas conheçam e se interessem pelo meu trabalho. Mesmo que não, como disse a primeira comentadora, que ao menos me achem gente boa! ;) Sucesso com a retomada do blog!

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    1. Obrigada, Ana!! Também espero que mais gente conheça teu trabalho, porque teus livros merecem ainda mais sucesso que já fazem <3

      Bjs da Cami :3

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  3. Ótima escritora e excelente pessoa. Mesmo quem não gosta de fantasia por conta dos raios destrutivos e criaturas imaginadas pode ler as obras da Ana tranquilamente, pois o cerne dos livros dela está nas relações humanas, nas aventuras pé-no-chão e nos sentimentos das personagens.
    Preciso aprender com ela, especialmente a parte de não me envolver em "tretas", hahaha.

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    1. Pois é, guarde a energia das tretas para escrever e se vingue criando e dando uma lição em personagens à semelhança dos treteiros!

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    2. Concordo plenamente, Daniel! Todo mundo deveria ler pelo menos um livro da Ana!

      E deixe a treta de lado e vá matar literariamente os trolls! hahuahauahuah

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    3. Obrigada pelo comentário e volte sempre, Daniel!!

      Bjs da Cami o/

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