sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Literatura em Movimento 06: Outubro

Oi, pessoal. Como de costume, cá estou no finalzinho da prorrogação trazendo pra vocês o post de Outubro do Literatura em Movimento, o projeto de blogagem coletiva organizado pelos blogs Café com Livro, da Helena Dias, Da Literatura, da Ana Karina e Sacudindo as Palavras, da Denise Valente. Como no mês passado, tínhamos 3 opções de tema e, pra variar, vou misturar as coisas aqui. O tema 1, que é sobre os 5 personagens mais aterrorizantes da literatura, é parecido com o assunto do post especial de Halloween de hoje; mas ainda sobram os outros 2 temas: 
Como foi a sua infância? Que coisas que mais te marcaram na época? O que mudou mais drasticamente, na sua opinião?
e
Qual(is) o(s) mito(s) que mais lhe causavam medo quando criança?

Por que vou juntar? Porque consigo ver uma conexão entre os dois, ora.
Minha infância foi marcada por duas coisas: livros e brincadeiras. Do fundo do meu coração, só tenho lembranças positivas desses anos - ok, depois que entrei pra escola, tiveram uns bullies incomodando, umas preocupações com a escola e tal, mas tudo que lembro são coisas boas. 
Brinquei muito de "faz-de-conta": fada, veterinária, bruxa, sereia, professora, secretária (amo carimbar coisas até hoje!)... Admito que eram, em geral, momentos solitários, mas acho que isso tudo ajudou muito a minha imaginação. Eu brincava, sim, com outras crianças, mas normalmente eram coisas mais "de rua": subir em árvore, pega-pega, esconde-esconde, polícia e ladrão... Rolava na lama também, e há fotos pra provar.
A foto da lama não está digitalizada, mas tenho essa aqui pra ilustrar meus momentos "de rua"
Era, sinceramente, uma boa vida. A única mudança drástica de lá pra cá foi a preocupação constante da vida adulta (responsável): dinheiro pro aluguel, não se atrasar pro trabalho, pagar luz/água/NET, cumprir compromissos diversos... Mas os livros (e os desenhos animados! Esqueci de dizer que assistia muita TV!) me acompanham até hoje. Agradeço muito à minha mãe por ter me apresentado à Literatura e alimentado esse (que veio a ser) meu vício. 
E, chegamos assim, ao outro tema: minha mãe acabou de me informar aqui que eu tinha medo do "boi-da-cara-preta" - aquele da musiquinha de ninar. Acho muito lógico, aliás, porque essa música é muito tenebrosa... e "Nana, nenê" também. Não sei como isso é usado pra acalmar crianças!
Ainda de acordo com a Dona Doris (a mãe), sempre gostei de histórias de conto de fada e bruxas e magia - inclusive (e disso eu me lembro), meu aniversário de 5 anos foi de bruxa: eu estava devidamente fantasiada e as brincadeiras envolviam fantasmas e monstros (o aniversário seguinte foi de fada, só pra constar). Acho que, por causa dos livros, acabei não tendo medo de lendas, sejam folclóricas ou urbanas: nem Saci, nem Papai Noel nem o Velho-do-Saco me botaram medo. Aranhas e escorpiões, sim. Filmes de terror com espíritos me assustavam um pouco também, mas estou superando!

Bom, é isso! Espero que tenham gostado do meu textinho e que voltem logo mais pra ver meu últimoTOP 5 de Halloween, sobre os personagens mais assustadores! Ah, hoje ainda (se tudo der certo) tem a whislist pra Black Friday, que já está chegando! Até logo, pessoal!

9 comentários:

  1. Camila, gostei muito de sua postagem. Fez com que eu me lembrasse dos tempos de infância, onde o mundo era feito de fantasia. Sempre adorei histórias com bruxas, fadas e criaturas fantásticas, mas confesso nunca ter gostado de vampiros e lobisomens. Trauma de infância? Talvez. Lembro que fui obrigada pela minha irmã mais velha (até hoje guardo mágoa disso) a assistir a filmes de terror como Colheita Maldita, O Bebê de Rosemary, Tubarão, Piranhas e Poltergeist. Esses são os piores e que me causaram terríveis pesadelos. Nem por isso deixei de gostar de histórias de fantasmas, mas prefiro os suspenses. rsrs Bjs doces.

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  2. Camila, temos muito em comum, eu também amava faz de de conta, vivia brincando de bruxa, tinha aquele anel que muda de cor "de acordo com humor" e fingia que tinha poderes, e um dos motivos da imaginação ter vindo cedo com tudo foi pelo fato de ser solitária também, não tinham muitas crianças na vizinhança e minha irmã é 8 anos mais velha que eu, então praticamente tinha que me virar nos trinta sozinha. Amava desde pequena ver filme de terror, minha irmã e prima viviam me tocando terror... kkkkkkk adorei reviver isso aqui no seu texto. Beijos e seja bem vinda ao clube!

    www.clubedolivro15.blogspot.com

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  3. Nossa, essas brincadeiras de infância eram tão boas e tão diferentes dos dias atuais!! Eramos mais crianças, definitivamente!!!

    Adorei o texto, Camila. Lembrei da minha infância e fiquei sorrindo sozinha igual uma retardada aqui. Hahahaha

    Beijos.
    Café com Livro

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  4. Nossa, às brincadeiras de infância eram as melhores. Tempos bons que não voltam. Hj em dia as crianças nem sabem o que é brincar direito. Só enfiadas no computador e vídeo game. Infelizmente né. Mas o bom é que guardamos uma lembrança muito gostosa. Bjos.

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  5. Entendo bem o que quis dizer sobre as musicas de ninar, sempre achei todas de muito mal gosto, como assim, cantar que o boi da cara preta vai te pegar, ou a cuca, ou seu pai foi trabalhar e a mãe saiu, como querem que as crianças cresçam normal sabendo que estão sempre sozinhas e a merce de tudo quanto é coisa feia?! Parabéns pelo texto, e posta as fotos da lama qualquer dia desses.

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  6. Saudades das brincadeiras, sinto que hoje em dia isso se perdeu e o povo prefere ir fazer coisas inapropriadas! Bom, e devo falar que música de ninar nunca me deu medo, mas sempre há aquela pergunta, quem a canta... Hahaha
    Adorei o texto!!

    Abraços e até!

    lendoferozmente.blogspot.com.br

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  7. Oi Camila!
    Realmente essas musiquinhas de ninar são estranhas!...rsrs..
    Que saudade de subir em árvore... é tão difícil achar uma árvore "subível" hj em dia... Tem lugares que não se consegue nem achar uma árvore!
    Gostei bastante do texto!
    Até + ver! Nu.
    As 1001 Nuccias | Curtiu?

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  8. Ai, que legal, Camila!
    Acho que minha infância também foi marcada por brincadeiras e livros, mas eu tive tempo para adquirir uns medinhos por conta dos filmes de terror que assistia com os meus irmãos...
    Adorei o texto! E que coisa mais querida aquela tua foto na árvore! hehehe...
    Beijão.

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  9. Engraçado, quando criança, eu não tinha medo dessas canções de ninar, mas assim que cheguei à adolescência, comecei a questionar como alguém havia inventado essas canções para crianças. É óbvio que se elas entendessem, ficariam aterrorizadas!!
    Beijos.

    www.historiamuda.com.br

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