quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Conhecendo os Escritores Nacionais 05: Ariel Ayres

Oi, pessoal! Para começar bem esse mês (que espero que seja) agitado, trago-lhes um cara também agitado; não é apenas escritor, como músico, ator e coordenador de projetos e parcerias do CAF - nosso amado Clube de Autores de Fantasia, ponto de encontro no Facebook para todos escritores do gênero. Com vocês, Ariel Ayres!



Cami: Para começar, que tal uma mini-autobiografia? Nada de mais: nome, idade, aniversário (quem sabe rolam uns presentes! ^^), cidade, formação, redes sociais... Enfim, o que você achar relevante! 
ArielMe chamo Ariel Ayres, muito prazer! Escrevo desde muito cedo. Doze anos, se não me engano, foi quando comecei a produzir um roteiro (sim) de um filme (sim) chamado de Esquadrão do Futuro (sim). A partir daí tive alguns momentos de desistência, mas nunca cheguei a parar. Lancei meu primeiro livro em 2010, com 16 anos de idade, e se chamava A Chuva. Aos 17 anos lancei a primeira edição de meu livro “O Quatro” e, só em 2014, lancei Paenes Umbra, mas apenas de forma digital. Em 2015 saiu um conto meu, A Casa do Prefeito, na Trasgo #08 e ele está disponível pra quem quiser ler, lê-lo, só entrar no site <3

O LEITOR



C: Quais são seus autores favoritos (nacionais e/ou estrangeiros)?
A: Nessa lista não podem faltar Isaac Asimov e nem Douglas Adams. Agatha Christie também divide esse espaço, junto com Patrick Rothfuss. Quanto aos nacionais… bem, me envergonho ao dizer isso, mas não conheço tantos escritores nacionais assim para poder dizer que um deles é dos meus favoritos, mas pretendo remediar essa situação esse ano ainda!

C: Lembras qual foi o livro que te fez gostar de ler?
A: Lembro sim, com certeza. Comecei a ler bastante com a série Deltora Quest, de Emily Rodda. Por conta disso, recomendo-a sempre pra quem quer começar a ler!

C: Qual é o gênero literário que tu lês com mais frequência?
A: Esses últimos meses estou afundado na literatura fantástica e suas vertentes, mas tem um pouco de tudo aqui nas estantes de minha casa: policial (já citei Agatha Christie?), ficção científica, drama, aventura…

C: Existe algum livro que tu aches tão incrível que tu gostarias de ter escrito?
A: Só estava esperando o momento correto pra citar o livro que ocupa o primeiro lugar no meu Top 10: A Menina que Roubava Livros. Na verdade, o sentimento não é de “eu gostaria de tê-lo escrito”, é mais um sentimento de “algum dia quero escrever algo desse naipe”.

O AUTOR

C: O que te motivou a começar a escrever?
A: A minha criatividade incontrolável, acho que posso dizer assim. Eu sempre estou tendo ideias, criando situações na minha cabeça, dando nomes a pessoas inexistentes e a lugares desconhecidos. Eu tinha doze anos na época que parei e disse “eu vou escrever esse negócio”. Criei o roteiro de um filme chamado Esquadrão do Futuro! Depois fui desenvolvendo minhas técnicas de escrever e, claro, fui lendo cada vez mais e aprendendo cada vez mais. Ainda estou, sem sombra de dúvidas, mas o que tenho hoje já é bem mais evoluído que o Esquadrão do Futuro.

C: O que tu mais gostas de escrever (contos, poemas, horror, mistério...)?
A: No que se refere à estrutura, eu gosto mais de escrever romances que contos ou poemas. Quanto ao gênero… acho que essa é a pergunta mais difícil de todas! Certamente é ficção, mas qual das? Tenho livros de fantasia urbana, investigação policial, terror, horror, ação, aventura. Há uma comédia romântica perdida por aí também, vale frisar. Eu diria que gosto de contar histórias, independente da roupagem que elas trazem. Se a pergunta fosse “qual o gênero que mais escreves?”, então eu diria “fantasia”.

C: Quais são seus trabalhos já publicados?

A: Como eu disse lá na minibiografia, são três. Aí vão os nomes: A Chuva (um livro policial), O Quatro (uma fantasia urbana) e Paenes Umbra (um romance em contos de terror). Publicados nessa ordem.

C: A propósito, como surgiu a oportunidade da primeira publicação?
A: Foi bem incomum, na verdade. Minha mãe tinha uma amiga, cuja irmã é dona de uma editora. Na época eu nem tinha terminado A Chuva ainda, mas recebo a ligação de minha mãe. Ela só diz: “A editora quer o original de seu livro agora”. “Mas mãe, eu nem terminei ainda!”, respondo, um tanto desesperado. “Não importa. Imprima o que tiver que eu levo pra ela”. Enfim, naquele pequeno espaço de tempo consegui escrever bastante coisa, mas, ainda assim, o que chegou às mãos da editora foi um livro incompleto no dia. Ela me disse que iria publicar, com certeza, e que queria logo saber como terminava a história.
C: Além da publicação em meio físico e tradicional, publicas teus trabalhos em outros lugares (como Widbook, Wattpad, e-book independente pela Amazon)?
A: A Chuva e O Quatro eu publiquei com editoras pequenas, fisicamente. O terceiro, Paenes Umbra, eu publiquei pelo Clube de Autores, mas acabei tirando-o do ar, pois desejo reescrevê-lo em algum momento, capítulo por capítulo no Wattpad. Ainda não tenho uma data em mente, mas será a primeira vez que o farei dessa forma. Além disso, ainda no Wattpad, eu tenho os primeiros cinco capítulos de meu próximo livro, O Quatro, pra quem se interessar!

C: Que projetos tens em mente para os próximos meses?
A: Nos próximos meses estarei cuidando da revisão de O Quatro, que pretendo lançar no fim de 2016, e de Sortílegos, planejado para o primeiro semestre de 2017. Afora isso gostaria de me dedicar um pouco mais para contos, já que tenho pouquíssimos produzidos. Provavelmente aparecerá um projeto novo no meio disso tudo, como sempre acontece, mas quem sabe?

C: E, finalmente, qual é o teu conselho para quem gosta de escrever e quer seguir esse caminho?
A: O único conselho que eu daria para os próximos escritores que estão vindo é até bem simples: nunca desista de seu sonho. Conselhos mais complexos e específicos eu prefiro não dar, pois cada escritor tem uma história distinta. Nem tudo funciona para todo mundo. Como eu expliquei, a minha primeira publicação foi extremamente simples, enquanto que outros contam como foram rejeitados milhares de vezes seguidas. Nenhum romance meu, até hoje (vale frisar que eu nunca mandei para uma editora grande!), foi rejeitado. Cada vida é uma vida e ela segue de maneiras únicas. No entanto, algo que sempre funciona, caso seguido, é isso: sonhar. Sonhe e acredite. Sonhe e siga! Não há sucesso para desistentes e muito menos para quem esquece de sonhar de olhos abertos. Coloque seu sonho alto, muito alto! Tão alto que, mesmo que não o alcance, você já terá ido mais longe de qualquer um.

Para conhecer e acompanhar melhor esse baita escritor, contate-o pelo Facebook e leia os primeiros cinco capítulos da nova versão de O Quatro no Wattpad!!

3 comentários:

  1. Bela entrevista! Realmente, nunca desista de seus sonhos para tudo na vida!

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    1. Agradeço muito, Doris! E sim, os sonhos nos formam e nos guiam em tudo :D

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    2. O CAF ajuda muito a não desistir dos nossos sonhos <3

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