quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Literatura em movimento 04 - Agosto

Oi, pessoal! Cá estou na morte súbita - ou seja, além dos minutos de prorrogação já - para trazer o meu texto de agosto do projeto Literatura em Movimento. Lembra do projeto? Ele é organizado pelos blogs Café com LivroDa Literatura e Sacudindo as Palavras.


O assunto do mês me levou a pensar um pouco. Será que alguma coisa mudou na minha vida por causa do Nerd Bubble?
Sim e não. “Não” porque eu não vivo do blog, ou seja, preciso cuidar dele apenas no meu horário livre, fazendo dele um hobby que eu amo muito (e levo a sério, lógico). Mas não me considero uma blogueira – sou apenas uma viciada em livros (e filmes, seriados, animações, quadrinhos e jogos) que decidiu criar um blog para partilhar com outros como eu as coisas que eu amo. Por isso o blog é mais voltado para a Literatura Fantástica: porque esse é o meu gênero que mais me atrai. Eu amo meu Nerd Bubble de paixão – tanto que não desisti dele mesmo diante da dificuldade de mantê-lo atualizado e de escrever também para o Literatortura –, mas meu tempo livre é muito, muito reduzido para (por exemplo) ler “Quem é você, Alaska?” só porque é um livro amplamente conhecido e a resenha poderia chamar a atenção; vou postar sobre aquilo que leio por prazer e torcer para que as pessoas se interessem pela minha opinião.
Apesar de não ter mudado meus hábitos de leitura, a blog mudou algumas coisas na minha vida, sim. Mudou um pouco minha rotina, porque tento desesperadamente encontrar um tempo livre para escrever as resenhas e análises de filmes e seriados que pretendo postar, para ler e assistir o que pretendo analisar, para criar colunas ou matérias que sejam interessantes. Fico pensando também no que poderia fazer para atrais mais leitores, mas sem tempo para uma divulgação ativa, constante e um tanto “agressiva”, isso fica quase impossível. De pouco em pouco, o blog ganhar mais seguidores, mais curtidas na página, mas é um crescimento lento. O que me importa não é o número ali nas estatísticas (que só serve para conseguir parcerias); o que queria mesmo é que houvessem mais leitores de verdade, pessoas que acompanhem o blog porque se identificam com o que encontram aqui.
Enfim, o Nerd Bubble mudou minha vida porque dedico a ele uma boa parte do meu tempo livre, porque conheci pessoas e blogs muito legais através dele (e desse projeto :D), porque posso divulgar aqui tanto o trabalho lindo dos escritores nacionais quanto dos escritores estrangeiros que me cativam. Aqui, aliás, posso falar sobre o que eu quiser, porque é a bolha que eu criei para envolver e proteger o mundo fantástico de escritos e nerdices para onde eu fujo quando a realidade é demais. Aqui, posso ser tão “nerd” quanto eu quiser e posso ainda, com sorte, encontrar outros apaixonados por livros como eu que queiram partilhar desse mundo que eu construí com livros de magia e guerreiros, filmes de super-heróis, seriados sobre caçadores e detetives. O blog – minha Nerd Bubble – embora receba muito menos atenção do que eu gostaria, não é parte de mim: é uma extensão de quem eu sou.

(E é por isso que não vou abandoná-lo mesmo que minha única leitora seja minha mãe – oi, mãe, te amo! <3 )

5 comentários:

  1. Oi Camila, adorei seu texto!

    Acho incrível a capacidade daqueles que conseguem viver do blog, eu assim como você criei o meu por paixão à leitura (e não ter com que falar sobre o assunto), um lugar que eu poderia expressar todo o sentimento que minhas leituras afloram. A correria diária quase sempre impossibilita as postagens, pois temos que seguir com nossas vidas, nossos compromissos e trabalhos, porque dinheiro não dá pra imprimir em casa (bem que eu gostaria...kkkkkk).

    Sucesso!
    Beijokas da Quel ¬¬
    http://literaleitura2013.blogspot.com.br/

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  2. Oi!
    Me identifiquei demais com seu texto!
    Realmente, não dá pra lermos algo só porque é modinha...Aliás, acho que muitos já fazem isso e temos que tentar trazer o diferente ou o que gostamos.
    Eu tento diversificar, mas realmente alguns gênero são mais chamativos.
    Beijos.
    www.historiamuda.com.br

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  3. Oi Camilaaaa!!!
    Ri alto com o final do teu texto!!! Aí depois veio o pensamento "será que minha mãe lê o meu blog?" OMG.
    Guria, eu penso muito parecido contigo. Não vivo do meu blog e ele foi criado a partir de um hobby e de uma necessidade de fugir do cotidiano e das leituras teóricas da época do mestrado. E sim, o blog cresce aos poucos... lentamente... praticamente uma tartaruguinha. :)
    Adorei o texto!
    Beijo.

    http://daliteratura.com.br

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  4. Oi flor... concordo com você... quando comecei o meu blog... não tinha noção do que era o mundo dos blogs literários até conseguir a minha primeira parceria... e foi uma coisa tão inédita que jamais vou esquecer... eu tinha poucos mais de 200 seguidores... meu blog tinha um layout horrível e mesmo assim a editora quis a parceria...e graças a Deus ainda renovamos... mas depois de um tempo percebi que a parceria é boa... incentiva e até te ajuda a ter mais leitura, mas o meu blog no momento é mais para me distrair e fugir dos percalços que a vida me impõe e as parcerias - não serei hipócrita - vem como consequência... sempre me inscrevo, mas se não passo... não me abalo mais... vai ser o que tiver que ser....então aproveite sempre os bons momentos que você tem com o blog... e sim se a sua mãe for a única que comentar... ótimo, será a opinião mais sincera que terá... Xero!

    http://minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

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  5. Oi Camila, tudo bem? Ótimo texto... realmente, o blog deve ser uma extensão de quem nós somos, não adianta tentar padronizá-lo para se encaixar em um padrão... e você tem que fazer algo com que se identifique. Que o blog continue sendo algo sempre especial para você.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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