terça-feira, 4 de agosto de 2015

Conhecendo os Escritores Nacionais 03: V. M. Gonçalves

O autor de hoje já teve seu livro resenhado aqui e sou fã do trabalho dele. Gosto muito do jeito que ele escreve e do mundo que ele criou – Quatrocantos é um lugar maravilhoso, cheio de história e costumes, baseado em culturas que dificilmente vemos retratadas em livros nacionais. Além de um excelente escritor, é também um cara muito legal e divertido, com quem eu tenho a felicidade de poder “trocar figurinhas” praticamente todos os dias pelo Facebook.

Com vocês, meu amigo Vilson!


Cami: Para começar, que tal uma mini-autobiografia? Nada de mais: nome, idade, aniversário (quem sabe rolam uns presentes! ^^), cidade, formação... Enfim, o que você achar relevante!

Vilson: Me chamo Vilson André Moreira Gonçalves, tenho 29 anos (nascido em 19/12/1985) e sou natural de Ponta Grossa, Paraná. Sou professor de Arte, formado no curso de Licenciatura em Artes Visuais, pela UEPG, e mestre em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná. Leciono nas redes pública e particular em minha região, criando mundos e escrevendo sobre eles nas horas vagas.


O LEITOR


C: Quais são seus autores favoritos (nacionais e/ou estrangeiros)?
V: Eiji Yoshikawa, T.H. White, M.K. Hume, J.R.R. Tolkien, Bernard Cornwell, Eduardo Spohr, Javier Negrete, Frances Sherwood.


C: Lembras qual foi o livro que te fez gostar de ler?
V: Musashi (Eiji Yoshikawa). Li o primeiro volume aos quinze anos e senti pela primeira vez uma relação de intimidade com um livro.



C: Qual é o genêro literário que tu lês com mais frequência?
V: Romance Histórico e Alta Fantasia.

C: Existe algum livro que tu aches tão incrível que tu gostarias de ter escrito?
V: A Espada na Pedra (T.H. White). É provavelmente a obra de fantasia mais linda que eu já li.


O AUTOR

C: O que te motivou a começar a escrever?
V: Penso que a vontade de contar histórias sempre esteve lá. Eu era uma criança irritante porque não podia conhecer ninguém sem querer contar alguma piada que eu tinha aprendido dois dias antes. Cursei Artes Visuais porque era o que eu pensava que mais me aproximaria das histórias que eu mais apreciava, nos quadrinhos, nas ilustrações dos livros infanto-juvenis e nos filmes. No Mestrado estudei narrativas também.
Para mim, então, contar histórias é algo inescapável. E a escrita é, sem dúvidas, a mídia mais prática para este fim. É algo que faço desde a quinta série, e que me traz um prazer imenso.

C: O que tu mais gostas de escrever (contos, poemas, horror, mistério...)?
V: Contos. Narrativas curtas, com desfechos rápidos, sem grandes compromissos, são sempre mais fáceis de manusear. Gosto de escrever histórias longas, porque dão mais satisfação à alma, mas elas também dão muito mais trabalho.
Com relação ao gênero, meu quinhão é a fantasia. Criar mundos é sempre uma experiência muito estimulante.

C: Quais são seus trabalhos já publicados?
V: Até o momento publiquei apenas um romance, O Homem de Azul e Púrpura, primeiro volume da saga A Canção de Quatrocantos, pela editora Buriti, em 2014. A história fala de um viajante que percorre Quatrocantos, uma versão fantástica do continente americano, povoada por mulheres guerreiras, feiticeiros, gigantes e duendes e aparições de várias espécies.

C: A propósito, como surgiu a oportunidade da primeira publicação?
V: Passei cerca de dez anos trabalhando na saga de Quatrocantos, e todo o ano de 2013 à procura de uma editora que demonstrasse interesse. Não foi uma tarefa fácil, já que a saga não incorpora muitos dos tropos tradicionais da Alta Fantasia: não tem elfos, anões ou dragões; em vez disso, trabalha com elementos do folclore das Américas, consideravelmente menos popular. Apenas depois de muita procura que consegui um contrato com a Buriti.

C: Além da publicação em meio físico e tradicional, publicas teus trabalhos em outros lugares?
V: Com frequência divulgo meus contos, que se passam no mesmo universo do romance, na página Contos Cabulosos (http://contoscabulosos.com.br/author/vilson-goncalves/).

C: Que projetos tens em mente para os próximos meses?
V: Pretendo lançar contos que se passam no universo de Quatrocantos em diversas coletâneas, cada uma com quatro contos e um tema central. A primeira já está disponível na Amazon sob o título Guerreiras do Sol e da Lua I , e foca nas nações hetá, tribos de mulheres guerreiras baseadas parcialmente nas icamiabas do folclore brasileiro.

C: E, finalmente, qual é o teu conselho para quem gosta de escrever e quer seguir esse caminho?
V: Escreva sobre aquilo que te dá paixão, e não faça de tudo para agradar um público que você ainda não conhece. Seja leal aos seus gostos e aos seus interesses, escolha uma área, pesquise e mergulhe fundo. Com sorte, você acabará tocando a alma de alguém ao contar a sua história, e essa é uma das conexões mais lindas que dois seres humanos podem ter.


E aí? Gostaram? Para quem se interessou, recomendo muito Guerreiras do Sol e da Lua I (disponível na Amazon) e, é claro, O Homem de Azul e Púrpura (cuja resenha tu encontras aqui e o ebook, aqui)!

Um comentário:

  1. Oie, Mila!
    E Musashi, hein? Voto por uma resenha aqui. Estou morta de curiosidade porque todos vivem falando do livro e eu nem sei do que se trata! Sobre A Espada na Pedra, entrou pra minha lista de leitura só pelas poucas palavras que despertou no Vilson.
    Sobre o Vilson autor: estou muito curiosa sobre O Homem de Azul e Púrpura. Lembro de sua empolgação em uma das maratonas e acompanhei a resenha. Aparentemente o autor não tem só um ótimo gosto literário, mas uma narrativa incrível e eu quero muito conhecê-la.
    Sucesso a todos nós!

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