sábado, 25 de abril de 2015

Comentário sobre o filme Os Vingadores: Era de Ultron

Oi!! Já estou de volta, agora pra falar de um dos filmes mais esperados do ano!



Bem, todo mundo sabe que o novo filme dos Vingadores entrou em cartaz nos nossos cinemas esta semana – dia 23/04, pra ser exata. Vi notícias no Facebook dizendo que o filme está sendo um sucesso de bilheteria já nesses primeiros dias. Também, pudera! Que fã da Marvel não estava ansioso para ver a batalha entre Vingadores e Utron? Eu estava, e muito!!

Parceria: Raquel Machado

Oi, pessoal! Hoje não estou aqui pra postar uma resenha, mas para falar sobre a mais nova (ok, primeira) parceira do blog: a querida Raquel Machado. Conhecemo-nos no Skoob por causa do seu livro, Vingança Mortal, cujo nome e sinopse me chamaram a atenção, e aqui vão algumas informações sobre ela:



Raquel Machado é formada em Ciência da Computação, e participa do mundo das artes desde criança, sendo a literatura uma de suas maiores paixões. Há anos em meio à blogosfera literária e com histórias sendo escritas em rascunhos, decidiu tirar do baú suas ideias e compartilhar com o mundo. A autora reside no sul do Brasil, na cidade de Caxias do Sul/RS. Mora com os pais, quatro cachorros e uma estante cheia de livros.

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.”
Charles Chaplin.



Quem quiser saber mais sobre a Raquel, pode encontrá-la nos endereços a seguir:

E-mail: raquel.machado2014@yahoo.com.br

Blog: http://leiturakriativa.blogspot.com
Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/11282-raquel-machado
Google+: https://plus.google.com/?hl=pt_br&gpsrc=gplp0
Twitter: https://twitter.com/kellnanet2011
Amazon: http://www.amazon.com/-/e/B00KMDEZN8
Clube Autores: http://www.clubedeautores.com.br/authors/121634
Wattpad: http://www.wattpad.com/user/RaquelMachado8

Pois então, pessoal, em breve volto com mais resenhas - inclusive com a de Vingança Mortal, que estou muito ansiosa para ler!

terça-feira, 21 de abril de 2015

[Resenha] Sangue dos Deuses, Michel Duarte

Sangue dos Deuses

Autor: Michel Duarte
Editora: Catavento / Amazon
Número de páginas: 262
Nota da Cami: 5/5
Livro 1 na série de mesmo nome


Loki, o Trapaceiro, conseguiu finalmente se livrar da prisão para onde Odin – o Pai de Todos, Senhor dos Aesir – o enviou como punição pelo assassinato de Baldur, deus amado por todos os seres. Livre e enraivecido, o Senhor do Caos está pronto para iniciar o Ragnarök – o Apocalipse dos Deuses. Apesar dos Aesir – grupo de deuses “dominantes” – estarem presos ao destino e não poderem fazer nada para impedir que o ciclo se complete e Loki inicie o fim dos tempos, Odin usou uma runa mágica muito poderosa e isolou Asgard (lar dos deuses) e Helheim (reino comandado pela filha de Loki, Hella, e habitado pelos que morrem sem glória) dos outros 9 mundos de Yggdrasil, pois são esses dois que se enfrentam no Apocalipse nórdico. Mas a runa usada nesse encantamento se partiu em três após ser usada e, uma vez reunida, o véu que separa os mundos será rompido e Loki poderá cumprir seu destino e trazer o Caos. Pois então Loki reúne aqueles que lhe são fiéis e parte em busca das três partes da runa e, para que ninguém possa se colocar em seu caminho, ordena que o último clã da raça dos heróis (humanos com sangue dos Aesir) seja exterminado.
Yggdrasil (e os Nove Reinos) por Seless
É aí que entra em cena Katherine, a mais nova dos descendentes da Valquíria Brunhild e do herói Siegfried. Ela não sabia, mas sua herança meio divina meio mortal (e o extermínio de sua família) faz dela a única que pode atrapalhar os planos do Arquiteto do Ragnarök, pois, ao contrário dos deuses, ela possui o livre-arbítrio necessário para modificar o destino e impedir o fim do mundo. Ao ver sua família assassinada, a menina jura vingança e, ao lado de um príncipe élfico leal a sua família, o líder por direito dos Beserkers (similares a lobisomens) e dois Aesir caídos, Katherine precisa aprender a dominar seus talentos latentes para poder fazer frente ao Trapaceiro.
Babydoll, interpretada por Emily Browning, é como Michel idealizou sua Katherine
Ok, essa é, basicamente, a trama de Sangue dos Deuses, livro escrito pelo autor nacional Michel Duarte. Não conheço a mitologia nórdica tão bem quanto conheço a grega, a romana ou a egípcia, mas me parece que Michel transportou maravilhosamente bem os mitos clássicos para sua história. Outro ponto forte do livro é a descrição de cenas de batalhas! Confesso que invejei um pouco a habilidade do autor ao descrever lutas e criar discursos inspiradores pré-combate. Mas o que eu mais gostei mesmo foi o humor e as breves menções à realidade nerd: Katherine descreve um local como “maior por dentro do que por fora” – frase classicamente usada pelos companions em Doctor Who para descrever a TARDIS – e chama o príncipe dos elfos claros de “Dobby”, dizendo que ele é “um elfo livre”, como o elfo-doméstico em Harry Potter. Adoro quando livros fazem menções a livros, séries, filmes e quadrinhos!

Além disso, o estilo de escrita do autor é leve e envolvente, equilibrando momentos de humor com outros mais sérios e até mesmo uns mais tristes – sim, porque Michel não tem muitos problemas em matar personagens! E ele tem muito mais habilidade do que eu em explicar mitos nórdicos de maneira clara e concisa.


Loki de Tom Hiddleston porque ele ficou perfeito como o Deus da Trapaça
Os personagens são bem construídos e bastante “diversos”: temos Aesir, Vanir, elfos claros, elfos escuros, gigantes, anões... É raça que não acaba mais nessa mitologia nórdica! Mas vamos focar nos protagonistas. Apesar deles serem um pouco dicotômicos (ou bons ou maus), todos eles me cativaram logo de cara. Katherine é meio cabeça-quente e não tem muita paciência para politicagem, lembrando muito as personagens “bad ass” que eu gosto tanto, e ela não fez nenhuma burrice motivada pela sede de vingança! O vilão, Loki, mantém suas características mais marcantes da mitologia: ele é manipulador, estrategista e inteligente, o que faz dele quase invencível. Quase. Mas meus personagens favoritos são o príncipe élfico Altamir e sua mãe, a deusa solar Sunna, que é uma rainha clássica: gentil, forte e sábia, enquanto seu filho é um guerreiro hábil, mas ainda bondoso – até um pouco demais. Tá, eu gosto bastante do Erick também, com sua luta por recuperar a liderança dos Beserkers que lhe foi usurpada pela assassina Gandr.



Enfim, a trama é muito bem construída e o único defeito são alguns erros de digitação aqui e ali, mas que não são culpa do autor nem atrapalham de forma alguma a leitura. Então, se você gosta de aventura, ação e mitologia, vá agora garantir sua cópia de Sangue dos Deuses

terça-feira, 14 de abril de 2015

[Resenha] Sangue na lua e outros contos, Sheila Schildt

Oi, pessoal! Conheci este livro incrível da gaúcha Sheila Schildt através do Projeto Livro e, para quem gosta de terror e suspense como eu, esta antologia é um prato cheio! Os onze contos me fizeram arrepiar os pelos da nuca – o que, obviamente, é o intento de contos de mistério como esses. A autora tem um talento incrível para manter o suspense até o momento certo, o que é imprescindível para fazer o leitor roer as unhas de curiosidade (o que eu fiz, de fato). 




Título: Sangue na Lua e outros contos  
Autora: Sheila Schildt 
Editora: Alcance 
Ano: 2014 
Páginas: 112 
Gênero: contos, terror, suspense 
Nota final da Cami: 4/5 


Três dos contos são mais tocantes e inquietantes por mostrarem o lado mais macabro do ser humano, o que é muito mais assustador do que aliens ou zumbis. Destes três, Um (algumas vezes verdadeiro) Conto Natalino e Pedro e o Lobo são narrados pelo ponto de vista de crianças que sofrem com a pobreza e maus-tratos, retratando uma realidade que, como a autora mesmo diz, muitos de nós fingimos que não existe. O que pode ser mais angustiante que crianças perdendo sua inocência? A única crítica que eu poderia fazer a esses dois contos em especial é que os dois têm um vocabulário muito parecido, com expressões que aparecem algumas vezes em ambos para ressaltar sua pouca idade.

O terceiro desses contos – Eram Almas Gêmeas – mostra o drama de uma mulher abusada pelo marido e a autora foi extremamente eficiente em passar a dor, a humilhação, o desespero e o conformismo da protagonista. Devo dizer que me senti tão mal e ultrajada pelo que acontecia a ela quanto me senti pelos sofrimentos das crianças. A violência e a falta de esperança mostradas nesses três contos são tão bem descritas que até fiquei um pouco triste após lê-los – um elogio à escritora.

Mas não é só de tristeza e tensão que se faz o livro. Não mesmo. O primeiro dos contos – A Casa – mostra os terrores que se pode encontrar em uma casa abandonada, e na sequência já nos deparamos com a visão da Sheila sobre o “apocalipse zumbi” em A Porta, não tão violeta mas tão assustadora quanto os filmes e livros clássicos do gênero. Em Os Sem Nome e em A Colônia temos um cenário meio pós-apocalíptico, onde a humanidade volta a hábitos primitivos, enquanto no conto Escuro seguimos um homem aterrorizado e fugindo “Deles” (ou não?). O Livro parece se passar em algum tempo onde bailes elegantes eram comuns, mas eles não são nosso foco, mas sim o misterioso livro que a protagonista recebe de herança.

Para o final, deixei o conto que tem destaque no nome do livro e aquele que, segundo a autora conta no seu prefácio, foi escrito depois de um sonho e foi a necessidade de transformar tal sonho em história que a fez sentir como uma escritora de verdade. Pois bem, Sangue na Lua é um conto triste e macabro, que resume bem o tom do livro em si, o que me faz acreditar que o destaque no título não foi ao acaso e foi uma ótima escolha. A história é simples e, embora não seja surpreendente em si, é escrita de maneira envolvente e tem ares de conto dos irmãos Grimm (na versão original, claro).

O último conto, apesar de não ser meu favorito, merece meu respeito. Quando eu era professor na Escola Rainha Elizabeth para Meninas tem um título bem autoexplicativo e mostra os terrores escondidos nos corredores da Escola. Por que ele não é meu favorito? Só porque passamos mais tempo acompanhando o narrador do que descobrindo e enfrentando o “mal”. Não que as explicações do narrador não sejam úteis, mas, ansiosa como sou, gostaria de ter chegado um pouquinho mais rápido na “parte que interessa”. Outra coisa é que a autora usa um vocabulário rico em todos os contos, mas neste – por ser uma história passada numa época passada – ele é ainda mais, o que pode parecer um pouco demais. Novamente, não é um erro ou um problema (adoro ler um texto mais elaborado!), mas deixou o texto um pouco cansativo. 

Enfim, minha opinião geral sobre a antologia não poderia ser mais positiva; recomendo Sangue na Lua e outros contos a todos aqueles que gostam de sentir aquele frio na espinha que só bons e poucos autores sabem causar – e Sheila certamente consegue.